De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

07
Ago 08

As listas das escolas não mentem: há muitas Anas por esse mundo fora. Os telejornais optam por não falar desse assunto, é um nome demasiado utilizado e isso tem um preço. Escrever na parede “Amo-te Ana” é muito vago e pode levar a inúmeras confusões.

A Ana sobre quem escrevo pode ser Ana Rita, Ana Bárbara, Ana Sofia, Ana Maria, Ana Qualquer-Coisa, ele sempre se escondeu atrás de um segundo nome que já apaguei. Para mim ela é apenas Ana. Para os amigos é “Anocas”.

Tivemos uma relação mística juntos, ela foi a bruxa má da minha adolescência e eu o herói condenado a destruí-la. À primeira vista podem pensar que podíamos casar e ficar a guerrear até que a morte nos separasse; fomos bem mais longe que isso.

Apaixonei-me por ela assim que a vi, com o seu ar de bruxinha maléfica. Parecia tirada de um filme do Burton. Demorei 4 semanas a dizer-lhe tudo o que sentia e ela ouviu-me, encheu-me de esperanças com os beijos que me deu.

Falemos da sua origem maléfica. Aos 14 anos a Ana fez um pacto de sangue com uma amiga, não cumpriu a parte dela e ficou amaldiçoada, desde então a sua alma está corrompida. Passou a não gostar de nada e a magoar pessoas a torto e a direito. Até teve a lata de me dar uma tampa! E há coisas que eu não admito.

Como qualquer sétimo primo de um sétimo filho de um qualquer parente em sétimo grau, tenho poderes especiais. Aos 17 anos, depois de consecutivas batalhas consegui conter toda a sua maldade (a lata que teve em dar-me uma tampa). Ainda hoje a tenho presa num círculo mágico e aguardo o dia em que se liberte para termos a nossa batalha final (ou que ela reconsidere).

publicado às 00:01
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