De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

17
Nov 08

Comecei nas escolas do Sacavenense. Fui colocado a avançado e tive uma integração fácil. Fomos campeões de juvenis comigo lá na frente.
Quando cheguei à idade de júnior, um olheiro do Belenenses observou-me e num instante dei comigo vestido de azul e com a cruz templária ao peito. O “mister” punha-me a jogar a segundo avançado, no apoio ao ponta-de-lança. Revelou ser a função em que me encaixo melhor.
Comecei a ser integrado na equipa principal aos poucos.
Numa noite de Novembro no Restelo a minha vida mudou. O Porto vencia por 1-0 e eu entrei a meio. Dei tudo, consegui dois golos e vencemos por 2-1.
Na eterna crise de Janeiro, o Benfica contratou-me para apaziguar os adeptos que falavam muito de mim e, claro, da saída do treinador. Consegui retribuir. Estávamos sete pontos atrás do Porto e cinco do Sporting, mas conseguimos dar a volta e vencer o campeonato.
Na época seguinte, apesar da cobiça de grandes clubes estrangeiros mantive-me junto da equipa. Conseguimos o bi-campeonato, apesar de a minha prestação ter sido menos regular. O mais importante é que, quase vinte anos depois, o Benfica chegava de novo a uma final da Liga dos Campeões.
E aqui estamos em Munique, ante uma equipa forte do Inter que nas meias finais eliminou o super-Manchester. 0-0 e nada que desate este nó.
Até que...
Começo a correr e tiro dois defesas do caminho. Passo ao avançado que tabela comigo. Estou isolado! O guarda-redes sai-se, eu desvio a bola, empurro-a para a baliza! Vai entrar!

PUFF!

Tudo fica escuro com um estalo do disjuntor.
«Oh mãe?! Ligaste outra vez a máquina de lavar ao mesmo tempo do aquecedor?!» - aplico um pontapé certeiro no computador. Golo...

publicado às 00:01
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