De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

17
Out 08

Começou numa manhã, enquanto se barbeava ao espelho. Reparou que não tinha lábios e que a sua boca era apenas uma fenda imperceptível quando fechada. Ao sair de casa notou que o porteiro também tinha sido afectado, pois não só tinha perdido os lábios como os olhos consistiam em pintas escuras e tristonhas desenhadas de cada lado da cara.

Já na rua, o homem viu, para seu descontentamento, que os narizes tinham desaparecido das caras que transitavam apresadas, deixando no seu lugar duas fendas verticais e paralelas a servir de respiradouro.

E assim foi andando, de cabeça baixa até à paragem de autocarro, para não se deixar levar pelo pânico que começava a borbulhar no estômago.

Quando chegou ao escritório, aquela estranha doença tinha evoluído de tal forma que todas as criaturas por que passava eram como os homens de plasticina das animações infantis que via na TV quando era criança, informes.

Amorfo, descolorado e sem definição, assim foi o homem passando a manhã, enquanto introduzia números nas folhas do Excel.

Lá para as onze horas os seus colegas começaram a ganhar cor. Primeiro, um cinzento-claro que, à medida que a hora avançava, se foi carregando até se transformar em preto, pelo qual esvoaçavam iridiscensias verdes e violetas.

Já se almoçava…” E com esta na ideia, foi caminhando para o refeitório, onde as cores eram diferentes. Amarelos, de várias tonalidades, manchados de vermelho-vivo e verde-tília. Alguns olhares tinham-se convertido em enxames de pirilampos, e outros em camomilas que dançavam ao ritmo do burburinho instalado.

Finalmente, o homem percebeu o que se passava. Não estava doido, nem doente. Já não via caras, agora via a cobra sarapintada que o chefe trazia enrolada ao pescoço, e o botão de rosa na bochecha da secretária, que desabrochava cada vez que via o Luís.

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16
Out 08

O Carlinhos ia para a escola quando sentiu uma terrível fome, que desgraça tinha acabado de comer o pequeno-almoço... Simplesmente parecia que um portal tinha sido aberto no seu estômago e toda a comida tinha sido sugada para outra dimensão.

Sem dúvida o que caía bem era um cachorro quente, verificou os bolsos e nada de dinheiro. Aos treze anos é complicado termos dinheiro no bolso. Nesse momento passou um caniche a passear, chamou-o, confirmou se ninguém o estava a ver e devorou-o. Sorriso maléfico para o ar e gritou "A partir de hoje sou o Puto Zombie!". É o que dá ver filmes de terror de série B.

Para experimentar os seus novos poderes mordeu um gato, que também se tornou zombie.

Chegou à escola cheio de sangue nas roupas, mas as auxiliares de acção educativa sabem que os putos estão sempre na brincadeira uns com os outros e nem disseram nada. Apareceu o Tiago:

- Hey Carlos estás todo cagado de sangue, levaste nos cornos?

- Nope. Comi um cão. Lembras-te que ontem estava pálido e cadavérico?

- Sim.

- Tornei-me um zombie.

- Muito fixe.

- Também queres ser um?

- Pode ser, as miúdas devem gostar.

Uma dentada foi suficiente para passarem a existir dois zombies na escola. Número este que foi aumentando, principalmente depois do jogo do "Bate Pé". Quando chegou a hora da aula de educação física a turma do Carlos já era toda constituída por Zombies adolescentes.

Começaram pelo aquecimento, mas ao chegarem às flexões decidiram comer o professor, este percebeu a situação e fugiu cobardemente.

Quando o professor de educação física chegou à porta de saída sentiu uma dor na perna, foi o gato zombie que perfurou a pele dele com os seus dentinhos zombie, a partir daí mais um ficou com uma fome enorme e foi procurar comida.

publicado jjnopants às 00:01
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15
Out 08

Passara-se meia hora, e ele ainda não tivera coragem de sair do carro. Fitava a porta incrédulo, sem acreditar ainda que realmente ali estava.
Mas estava. E de repente, as velhas feridas reabriam-se, como se nunca se tivessem fechado. Elas iam fundo, afinal de contas. Teria preferido não voltar, limitar-se a guardar dentro de si as lições que aprendera, e seguir em frente.
Mas não podia.
As feridas estavam cravadas nos alicerces da sua alma. Por mais que ele quisesse evoluir, continuar a construção do edifício da sua mente, precisava de corrigir a estrutura básica primeiro, enfrentar as coisas de frente, parar de fugir. E parar de fingir que não pensava nos seus fantasmas, na porta, e em quem estava para além dela.
Curiosamente, quando descobrira o que precisava de fazer, sentira-se ansioso. Sentira uma vontade enorme de despachar o assunto, para poder voltar à sua vida.
Mas agora, lutava para ganhar coragem para abrir a porta do carro.
Sem saber muito bem onde, arranjou-a, e sentindo um estranho frio que o percorria do estômago à garganta, dirigiu-se à porta, e tocou à campainha.
Assim que o fez, o frio desapareceu, e o medo também. Sobrou a tal ânsia, a vontade de seguir em frente, e a certeza de que estava a fazer o correcto.
A porta abriu-se, e por trás dela, estava uma mulher com cerca de 70 anos, e pouco mais de metro e meio de altura. Ela olhou para ele.
 - Olá, mãe – disse ele – Preciso de falar com o pai. Ele está?
 - Não, não está – respondeu ela, sem emoção. – O teu pai está morto há 3 anos.
Nesse momento, ele sentiu inesperadamente o desmoronar de todos os alicerces que queria reparar. E sentiu que o seu pai lhe tinha dado uma derradeira lição.

publicado jjnopants às 00:01
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14
Out 08

“É claro que no domingo vou almoçar contigo!”, disse ele com convicção, “No máximo, chego à uma da tarde. Está descansada, não te preocupes!”

É a história da minha vida.
No domingo fiz o almoço e esperei por sua excelência.
Uma da tarde como combinado.
Nada.
Telefone mudo…

Uma e meia, nada.
O telefone continuava mudo, provavelmente sem rede ou bateria. Não valia a pena telefonar.

Duas. Nada!

Três. Nada?!

Quatro. Ainda NADA!!!!!!!!
Pânico: Teve um acidente. Está num hospital inconsciente. Está irreconhecível, não tem identificação. Está morto!!

Afinal, não. Nada disso.
Às seis e meia o mistério foi esclarecido:
“Não imaginas no que aconteceu hoje. Saímos tarde de Braga, era quase meio-dia e depois, não vais acreditar, a carrinha avariou na A1, uns quilómetros antes de Antuã e estivemos imenso tempo à espera que chegasse o pronto socorro, o mecânico, o reboque e depois uma carrinha de substituição, uma seca, ao sol, horrível!…”
“Então porque não telefonaste a avisar?”
“Porque tive que telefonar à assistência em viagem, ao reboque e depois emprestei o telemóvel para os outros avisarem a família e fiquei sem bateria…”
“Então, … e em Antuã?”
“Ah…. Não parámos lá, porque estávamos muito, muito, muito atrasados, eles tinham que entregar a carrinha em Lisboa o mais cedo possível!!!…”
“OK…”

Mas não fiquei muito convencida.
 Fui cozinhar, mais uma vez naquele dia.
Mais uma vez, sozinha.

Oito. Jantar pronto.
“Deves estar cheio de fome, desde as onze da manhã sem comer! Coitado!!! Estás morto de fome!!!”
“Ah, não!!! Parámos em Antuã para comer qualquer coisa…”
“?...”
Engoliu em seco e disse:
“Ah!... esqueci-me… eheheh… não havia telefones públicos de moedas, só de cartão… eheheh…”

Um silêncio pesado desceu sobre a mesa do jantar e o meu coração gelou para nunca mais aquecer.

publicado jjnopants às 00:01

13
Out 08

«Oh palhaço! Estás a passar à frente?»
Lá está o Romeu a provocar. Aproveita qualquer coisa para arranjar porrada.
«Oh Romeu! Não vês que o homem está só a passar? Ele nem vem comprar o passe...» - digo, tentando acalmá-lo.
O homem tenta dizer algo mas é impedido pela insistência persistente da estupidez.
«Ele quer é levar nos cornos é o que é. Anda cá!»
O homem aproxima-se. Mais uma vez tenta dizer algo e é interrompido.
«Julgas que esta merda é assim? A mim ninguém me passa à frente, ouvistes oh palhaço?!»
As pessoas que aguardavam na fila começam a afastar-se com expressões de medo e condenação. Eu mantenho-me próximo. Talvez consiga ainda evitar que ele se meta em trabalhos outra vez.
Aproveitando um momento em que o Romeu não estava a insultá-lo, o homem conseguiu iniciar uma frase.
«Mas senhor, eu fui soldado...»
«Olha este! Achas que tenho medo disso, oh palhaço?! Eu também fui e dos bons hã!! Olha aqui!» - o Romeu interrompe-o novamente e levanta a manga da camisola para exibir a tatuagem no braço - «Aqui, ó! Guiné! Sabes o inferno que isto foi hã?! Nem te passa pela cabeça, oh soldadinho de merda! Mas eu mostro-te!»
Possesso, o Romeu afasta-me e saca da pontimola. Ataca o homem com um golpe no fígado... mas a mão atravessa-o como se ele não existisse. Tenta outra e outra vez, mas nenhum golpe se encaixa.
O Romeu acaba por deixar cair a faca, a tremer pelo choque, e cai no chão, desmaiado.
Tão incrédulo quanto ele estava eu, mas o homem finalmente conseguiu completar o que ia dizer:
«Como disse, eu fui soldado... mas na primeira Guerra Mundial. Morri numa trincheira em 1908! Quero lá saber da fila para o passe...»

publicado jjnopants às 00:01
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10
Out 08

Voava de sonho em sonho, como que bebericando do seu nectar, vermelho-vivo, como a chama que deu vida ao mundo e alma aos homens. Assim era o Dragão.

  Sentia-se velho e por isso bebia dos sonhos das crianças, roubando-lhes a inocência. Sentia-se feio e roubava a sensualidade dos sonhos dos adolescentes. Sentia-se só e visitava os sonhos de juventude perdida dos homens de meia-idade.

  Estava deprimido!

  Os sintomas eram claros, mas e o tratamento? Como se cura um Dragão, primordial e mitológico, de doenças do forro psicológico? Visitou os sonhos dos psicanalistas que insistiam que a causa das suas aflições era a sua mãe. Visitou psicoterapeutas Gestalt que fixaram-se na importância do Eu num contexto. Visitou metodistas e adventistas do sétimo dia mas… Bem, um Dragão não tem progenitores. Todo ele é Infinito, logo as partes e o todo perdem sentido, e os metodistas e os adventistas eram simplesmente deprimentes. 

  Deu voltas à cabeça até descobrir a solução. “Aha! Já sei. Para desta depressão me curar, uma Alma Humana terei que roubar.” 

  E assim fez. Esvoaçou pelos sonhos das crianças, pensando que estas eram mais fáceis de roubar, mas as suas Almas eram inconstantes e muito difíceis de apanhar. Visitou os sonhos dos homens de meia-idade, mas as suas Almas estavam corrompidas, cheias de chagas por fechar. Tentou roubar a Alma aos adolescentes, mas estes, por serem egoístas, recusavam-se a partilhar. 

  Acabou por desistir e pôs-se a chorar, lágrimas de Dragão que brilham com o luar. “Oh, que triste sou! Como me vou eu curar, sem uma Alma conseguir roubar?” 

  Neste pranto foi encontrado por um qualquer Deus Humano, que lhe falou para o acalmar. Que Alma Humana já ele tinha, só dela se precisava de livrar. Que essa era a consequência de pelos sonhos dos Homens andar a voar. 

publicado jjnopants às 11:25
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09
Out 08

A mesa era redonda e todas as 8 líderes sentaram-se à sua volta, o ambiente deixara de ser jovial nos últimos meses e um pesado manto parecia acomodar-se sobre os ombros destas mulheres. Cada uma governava uma porção do planeta, com um rigor friamente racional e o mundo vivia em paz. Sofia tomou a iniciativa do discurso de abertura.

"Corremos o risco das nossas luzes terminarem e de mergulharmos numa Era de Trevas. Os animais deixaram de falar connosco, o alimento que recolhemos à Terra está a perder sabor, os dias tornaram-se longos, os nossos irmãos e irmãs vivem de forma pouco energética e até no nosso grupo vejo olhares desorientados. O que se passa?"

A resposta veio da irmã sentado ao seu lado direito, "Temos governado com sabedoria e rigor, mas deixamos os contadores de histórias desaparecerem e talvez esta seja a causa do vazio da nossa Era"

Houve um silêncio palpável, mas o que passou pela cabeça das oito mulheres foi uma ideia vincada, "Farsas, invenções e embustes?! É disso que o mundo precisa? Mais distracções que os afastem do mundo físico?". Por muito forte que a ideia não lhes fizesse sentido, não custava experimentar.

Decretaram-se cursos de contadores de histórias, "imaginação livre" passou a fazer parte das disciplinas escolares, as estantes carregadas de livros técnicos começaram a ter alguns romances como "A história triunfante do rectângulo que meteu na cabeça que ia ter o comprimento do lados iguais" ou "As aventuras de um responsável técnico de contas e os erros burocráticos do passado". Mesmo assim o mundo não mudou.

A solução era outra, guardada num bico de um melro que foi abatido por uma pedrada de um catraio, antes mesmo de ter chegado perto da mesa redonda onde estavam as oito líderes. O Mundo continua na mesma...

publicado jjnopants às 00:01
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08
Out 08

A palavra certa é “estilhaços”, acho eu. Foi esse o problema.
A nossa noite estava a ser fantástica, Joana. Não fazes ideia de quão excitado estava quando subimos para o quarto.
Lamento ter-te deixado sentada na cama para ir à casa de banho. Mas a noite estava quente, e eu achei que estava a cheirar um pouco a suor, além de estar preocupado com o meu hálito. Eu saiba que ia quebrar um pouco o clima, mas é uma mania minha, que queres?
O problema foi que... Bom, a refeição tinha sido algo pesada. E enquanto estava a lavar a boca, senti uma pressão nos intestinos. E como estava sozinho, soltei um... Bom, soltei um gás.
Só que a refeição tinha sido MESMO pesada, e pelos vistos fez-me mal, porque não foi só o gás que saiu. Sairam também... Estilhaços.
Nem imaginas a vergonha que tenho de admitir isto, mas acho que precisas de saber. EU preciso que saibas.
Por essa altura, começaste tu a chamar-me de volta ao quarto, e eu estava um bocado desorientado. Não tinha mais roupa interior na casa de banho. Nu não podia ir. Sabia que estavas com vontade de lá chegar, mas convenhamos, se aparecesse sem roupa tinhas ficado ofendida. E só com calças também não podia, porque a minha pele estava um pouco irritada nessa zona, tinha cortado os pêlos nessa manhã.
Achei que irias gostar. Foi só por isso.
Acabei por abrir o saco que a minha ex ainda não tinha levado, eu sabia que ela tinha lá cuecas de homem, porque gostava disso, e na pressa, foi o que pensei ter tirado.
Foi por isso que, quando me tiraste as calças, eu não estava excitado, e tinha cuecas de renda vestidas.
Só por isso. Eu não sou gay. Juro-te!

Beijos,
Filipe

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07
Out 08

Mafalda era normal. Normal, no sentido gaussiano da palavra, isto é, confundia-se com a esmagadora maioria das pessoas à sua volta. Mas ser-se normal acarreta um sem número de chatices e ela estava farta. Ter que se fazer tudo da mesma maneira: dormir de noite, acordar de manhã, tomar o pequeno-almoço, almoçar, lanchar e jantar, sempre à mesma hora, tomar banho, vestir o soutien antes da t-shirt, as cuecas antes das calças…
Decidiu ser Doente Mental, pois além de não ter que trabalhar, poderia fazer o que lhe apetecesse, quando e como quisesse, pois seria olhada com tolerância pelos outros. Impunha-se-lhe, então, uma pergunta: Que doença mental escolher?
Pensou em Esquizofrenia, mas assustou-se com a ideia da mania da perseguição e começar a pensar que o Mundo se reunia num complô contra ela.
Pensou em Doença Bi-Polar e, se por um lado, achou piada à fase eufórica da doença em que poderia ser a Rainha do Universo ou ainda mais, por outro lado, teve medo da fase depressiva e dos internamentos hospitalares que requereriam.
Quedou-se então pela Personalidade Obsessivo-Compulsiva. Precisava ainda de escolher que obsessão e consequente compulsão adoptar.
Depois de magicar, Mafalda decidiu que iria passar a ter nojo de unhas grandes e que compulsivamente teria de as cortar até à cutícula. É claro que este corte de unhas teria que respeitar um ritual:
Sempre da esquerda para a direita,
começaria pelo mindinho da mão esquerda e cortava as unhas dessa mão,
passaria, de seguida, para o dedo grande do pé direito;
Voltava à mão direita, agora começando pelo polegar e,
terminaria no pé esquerdo, começando no mindinho.
Satisfeita, Mafalda começou a sua viagem no mundo colorido das pessoas ditas não normais…

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06
Out 08

Devo tanto ao Paulo. Ele soube tirar-me a máscara, revelar as cavernas profundas que existem nas traseiras de qualquer mente humana.
Pensava ser altruista e afinal vi-me masoquista. Considerava-me lúcido e compreendi que usava técnicas elaboradas - e pouco conscientes - de argumentar comigo próprio e com os outros, sem nunca de facto aprender. Pensava até que era forte, mas apercebi-me que tinha reforçado a máscara com uma estrutura muito rígida, deixando um vazio no interior de mim mesmo – esse vazio veio a tornar-se num vácuo que fez a máscara implodir quando a pressão se tornou insustentável...
No fundo, o Paulo foi capaz de me ver, de ser o espelho da projecção de mim mesmo, de mostrar aquilo que sempre esteve em mim e que nunca me atrevi a sequer olhar. Sofri muito nesta amizade e fi-lo sofrer também, mas foi através desse sofrimento que me alcancei. Do outro lado da morte que me vi forçado a enfrentar, inundado de dores e emoções, repleto de pústulas e chagas e pestilência que tinha escondido por baixo da roupa psico-social, reside, de facto, uma espécie de paraíso. Um dos degraus para lá chegar, pelo menos, um patamar. A morte, compreendi, é ciclica, mesmo dentro de uma vida biológica. Alcancei a minha consciência e hoje sou mais inteiro... nunca me senti tão bem.
O corpo do meu amigo Paulo acabou de entrar para o crematório. Talvez um dia o volte a ver, ao meu grande professor, talvez um dia ele me perdoe. Haverá uma altura em que falarei com ele de novo e ele me estenderá a mão num cumprimento.
Agora, no entanto, terei de esperar por um reencontro. Pena, que na derradeira sacudidela do meu ego, me tenha visto forçado a matá-lo...
...
...E NINGUÉM PODE SABER!

publicado jjnopants às 00:01
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