De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

27
Abr 09

“Se não estás bem em Portugal, porque não voltas para Angola?”, pensou ela exasperada, farta de ouvir as queixas daquela aluna: todos se reuniam num complô contra ela, que ninguém a ajuda, grande injustiça, há emigrantes em todo o mundo e ela, como emigrante merece todo o respeito e ninguém lho mostra, em Angola todos respeitam os portugueses só aqui ninguém quer saber dela.

“O facto de comeres três refeições dadas pela Escola não interessa…”, outro pensamento perverso cruza a mente da professora.

Ela não merecera o dois que a professora lhe dera, ela que passava tudo do quadro, não era como aqueles colegas que dormiam na aula.

“Quem me dera que dormisses, nem que fosse um bocadinho”, pensou a professora, triste, tão negra por dentro como a cor da pele daquela aluna.

E o rol das queixas dela continuava. A professora tinha-lhe ódio e raiva, já tinha desabafado com uma amiga, que partilhava da sua opinião: a professora é racista. E ir para a rua?, ela ir para a rua?, que injustiça, ela compreendia o professor de Biologia que a tinha posto na rua, porque ela tinha-se enervado e tinha batido com uma cadeira na mesa, mas na aula de Matemática? Apenas tinha levantado a voz à professora, então, onde se vira, um professor mandar calar um aluno?, onde se vira um professor gritar a uma aluna: Cala-te!, ainda por cima a ela, não tem nada que mostrar respeito, quando a professora a tinha desrespeitado primeiro.

“Bolas para isto, que esta miúda não entende nada… É preta, mas os outros dois foram dados a brancos, a outra preta da turma teve 4, o aluno que mais vezes foi para a rua é branco… Sou casada com um preto. Agora sou despedida porque sou racista?”

Todos concordaram com a aluna e a professora, sem defesa, foi despedida.

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24
Abr 09

Recebi um telefonema de uma ex-namorada a meio da noite. Já não sabia nada dela desde que se casou e teve a primeira filha. Chorava desalmadamente, a sua filha tinha tentado o suicídio e achava que eu a podia ajudar. Sei lá porquê, algumas pessoas acham que eu tenho o poder de ajudar a regeneração das pessoas. Disse umas quantas palavras de conforto e reforcei que ela devia descansar, marquei tomarmos o pequeno-almoço em conjunto no dia seguinte. Desliguei com a sensação que era um assunto sério.

 

Foi um encontro interessante, no mínimo. Estava tão nervoso como no dia em que acabamos o nosso namoro uns 16 anos antes. Não entramos em pormenores sobre o tempo em que não estivemos juntos, ela falou-me logo da sua filha Joana.

 

Quando conheci a Joana, ela estava extremamente revoltada com a minha presença. Foi rude e não me deu qualquer conversa. Ficamos os dois sozinhos numa esplanada no Príncipe Real, totalmente calados. No encontro seguinte fizemos em silêncio uma caminhada. O terceiro encontro deu-se no jardim zoológico e a Joana começou a fazer comentários do que se passava à nossa volta, como se eu não estivesse lá. Aos poucos partilhou o mundo dela comigo e eu fiz o mesmo. Falamos durante imensos encontros e aos poucos foi-se apresentando mais participativa na sua própria vida. Fez as pazes com a mãe e com ela mesma.

 

Numa noite de Novembro, visitei-as. A Joana tinha coisas para fazer para a escola e mal olhou para mim, mas a mãe dela olhou para mim com os olhos brilhantes e disse-me:

- Sempre achei que eras o Homem certo. Obrigado por tudo.

 

Olhei pela porta do quarto da Joana e vi-a já estava a dormir. Passei só para dizer adeus, mas deixo-a a dormir. Quando sou preciso apareço, faço o que tenho a fazer e desapareço quando deixo de ser preciso

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22
Abr 09

- E isto é o quê?
- Isto é o seu mapa de processo, Sr. Amílcar. Uma vez que o seu serviço é repetitivo...
- É, sim, eu faço sempre a mesma coisa...
- Precisamente, só é necessário um mapa de processo.
- E que é que são esses bonecos todos?
- Isto é o fluxograma, que representa o seu método de trabalho. Cada símbolo destes representa uma operação, incluindo o preenchimento dos modelos, para além da tarefa propriamente dita.
- Modelos? Quais modelos?
- Estes aqui. Lá está, como a sua tarefa é sempre a mesma, só precisa destes.
- Mas que é que eu faço com isso tudo? Não estou a perceber nada...
- Bom, este é o modelo C1, serve para registar cada serviço efectuado, incluindo os dados da área preenchida. Este, o C2, regista o procedimento de trabalho normal. O C3 regista as operações de ajuste da matéria prima...
- Isso é o corte da pedra?
- Exactamente, e presumindo que há um número limitado de tamanhos, vai precisar de um C3 para cada um deles. Depois tem o C4, em quadriculado, para registar o padrão de cada trabalho. Há também o G1, que é o relatório de gestão que terá que nos apresentar trimestralmente, bem como aos auditores, e o G2, que serve para indicar ao gestor de processo onde estão guardados todos os documentos.
- Gestor de processo? Mas eu só trabalho com o meu irmão...
- Então terá que ser ele, porque não se pode gerir a si mesmo, não é verdade? Mas pronto. Acho que está tudo. Qualquer dúvida, não hesite em falar comigo.
- Então e fazendo estas coisas todas, fica tudo tratado?
- Fica sim, sr. Amílcar. Depois do processo completo, o senhor passará a ser o primeiro calceteiro certificado pelo Sistema Geral de Qualidade. Parabéns!

publicado às 22:58
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20
Abr 09

Ela pensa que eu não sou inteligente. Eu sei. Ela diz isso muitas vezes. Eu finjo que não percebo, mas dói. Dói muito. Uma das vezes, ela disse isso ao médico, que olhou para mim e se apercebeu logo que ela me tinha magoado e lhe disse: ”Oh, não é nada. Isso é o que a senhora pensa, mas está enganada!” e piscou-me o olho sem ela ver.

Eu adoro-a na mesma. Adoro-a mesmo. Amo-a mais que a minha própria vida. Era capaz de morrer por ela. Sem pensar duas vezes. Ela é a minha Adorada!

Ontem, eles deixaram-me sozinha a dormir e foram divertir-se sozinhos. Fiquei triste mas já estou habituada. Os primeiros a chegar foram os miúdos. Entraram e foram para os quartos dormir, não vieram dizer-me olá, nem me desejar Boa Noite. Mais uma vez, o hábito é quase uma segunda pele.

Mais tarde, ouvi o portão a abrir e Ela a rir. Enfim chegava a casa. Subiu as escadas a rir, abriu a porta da cozinha onde eu a esperava ansiosa, baixou-se para me cumprimentar e caiu, estatelada no chão. Caiu e não se levantou. Vomitou e ficou deitada com a cara em cima do vomitado. Eu chamei-a. Abanei-a. E nada. Ela não respondia e não se mexia. Entrei em pânico: a minha Adorada não estava bem, podia morrer ali se eu não agisse.

Desatei a ladrar o mais alto que pude. Ladrei, ladrei, ladrei. Arranhei a porta. Voltei a ladrar. Ladrei mais uma vez, e outra, e outra ainda. Até que apareceu a Senhora Mais Velha, a mãe da minha Adorada. Que chamou o Senhor Mais Velho. E os dois trataram da filha. Levantaram-na do chão e deitaram-na na cama com cuidado e chamaram a médica. A minha Adorada não ia morrer.

Então, voltei a adormecer tranquila.

publicado às 10:59

17
Abr 09

Ela beijou-o suavemente, ele respondeu-lhe ao tocar no cabelo dela, os lábios deles tocaram-se e a partir daí avançaram sem pensar duas vezes. A insegurança de cada um afastou-se totalmente, como se afastada por uma forte e imediata rajada de vento. O que se passou a seguir apenas diz respeito aos dois. Assim que chegou a casa, depois de o ter deixado ficar na sua casa, foi à net. Mais precisamente ao blog dele e lá estava um post que lhe fora dedicado:

Reencontrei o Amor nos braços de quem estava tão próximo! É como se todo o meu mundo se tivesse transmutado

João
(Andar nas nuvens é bom)


A Luísa adormeceu melodicamente enrolada numa fantasia amorosa. De amanhã acordou, sentiu-se leve e telefonou ao João. Telemóvel desligado.Foi para as aulas, tentou telefonar de novo, NADA. Ligou a net para ir ao blog dele, já não havia qualquer post sobre "eles". O coração disparou dentro do peito. O último recurso foi o messenger, lá estava ele com o sinal ocupado (não foi isso que a impediu).

LU ISA diz:
Olá

Jocas diz:
Hello, lulu.

LUISA diz:
Precisamos de falar

Jocas diz:
Não comeces. Vou ser muito directo. Se é sobre ontem,  opá, aconteceu! PONTO FINAL.
Foi giro, soube bem. Não é por isso que vamos casar, certo? Nem vamos fazer um drama!

LUÍSA diz:
É exactamente o que penso, ainda bem que tamos de acordo.

Jocas diz:
Lol estava eu aqui preocupado a pensar em como te dar c/ os pés :D

LUÍSA diz:
LOLADA :P
Não te preocupes, tchau. Tenho q ir. ****

Jocas diz:
Tchau, linda. Beijos. ;)


Em sítios diferentes dois corações sofreram com o desligar do Messenger, apenas porque nem uma das partes disse o que realmente sentia: “Descobri que te amo e ainda não sei como lidar com isso, tenho algum medo do que possa vir a seguir”.
Curiosamente, uma das coisas que ficou tatuada nos seus pensamentos foi aquele post que parece que afinal nunca existiu.


15
Abr 09

O Lobo Solitário enrolou-se contra a rocha, tentando escapar ao frio. Mas o frio vinha-lhe de dentro, não da neve à sua volta, e o Lobo não sabia como se abrigar dele. Habituado à sua vida simples de caçar, procurar abrigo, e dormir, o Lobo não sabia reconhecer o frio pelo que era realmente.
Um dia, enquanto caçava um veado, o Lobo notou outro animal a perseguir a mesma presa. Era, também ele, um lobo. Nenhum deles conseguiu caçar o veado sozinho, mas quase por acidente, acabaram por saltar os dois para cima da presa. O Lobo Solitário lançou-se ao pescoço, e o outro lançou-se ao lombo.
O veado não teve como resistir, e poucos minutos depois estava morto.
Os dois lobos trocaram olhares, medindo-se mutuamente. Mas nenhum deles tentou impedir o outro de se alimentar. Pelo contrário, comeram lado a lado, sem qualquer problema.
Quando se achou satisfeito, o outro lobo começou a afastar-se, mas lançou um olhar para trás antes de partir. O Lobo Solitário entendeu, e seguiu-o.
Não tardou a que encontrassem uma alcateia. Evidentemente, o outro lobo pertencia ao grupo, pois nenhum dos animais estranhou a sua presença. Só quando viram o Lobo Solitário se ouviram alguns rosnares. Que desapareceram, quando o seu conhecido lado a lado com o recém-chegado.
O Lobo Solitário acabou por se habituar a caçar e a conviver com a alcateia. A sua presença passou a ser aceite sem problemas, embora nenhuma das fêmeas aceitasse os seus avanços, e nenhuma das crias brincasse com ele. Mesmo os machos adultos o ignoravam a maior parte do tempo.
À noite, quando o Lobo Solitário se aconchegava contra a costumeira rocha, sabia que no dia seguinte voltaria a estar com a alcateia, e que caçaria com eles.
Mas não lhe bastava para se abrigar do frio.

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13
Abr 09

Joana andava em fisioterapia há já algum tempo. Inicialmente notou bastantes melhorias, mas ultimamente recaíra. Talvez o stress em que andava ou a ânsia que sentia impedissem que os tratamentos resultassem. A mudança de terapeuta não a preocupava. Antes era paciente de um senhor experiente e com mãos sábias. Agora, era um homem novo, talvez com 25 anos, no máximo, recém-licenciado, sem muita experiência mas com bastante empenho. Ela entregava-se nas suas mãos sem qualquer receio.

Além de ser empenhado, Paulo era simpático e bem humorado, sempre com um comentário prazeroso a partilhar.

A nuvem que tapou o Sol daquela relação simbiótica de terapeuta-paciente surgiu quando ele descobriu que Joana era professora de Matemática. O equilíbrio entre eles perdeu-se. Paulo passou a fazer os tratamentos em absoluto silêncio e as suas massagens denotavam falta de qualquer empenho. Joana ficou intrigada, não percebia a razão de tão radical mudança.

Ao que parece, Paulo teve chatices com a sua professora de Matemática no seu 12º ano de escolaridade e odiava-a profundamente. Joana foi o canal de saída do seu ódio. Por vezes os seus olhares cruzavam-se e ela assustava-se com o lampejo de ódio que ele deixava escapar.

Ficou muito pior do ombro. Deixou de conseguir levantar o braço. A força das mãos falhava-lhe.

Joana falou com ele, explicou-lhe que estava a ficar pior, que o seu tratamento não estava a fazer o efeito desejado. Paulo ripostou:

-Está a fazer o efeito desejado, sim senhora! Você está cheia de dores e ainda vai ficar pior. Vai pagar aqui todo o mal que as professoras de Matemática fazem aos alunos, ao redor do mundo! Odeiúúúú a setoura!

Joana fez queixa dele aos donos da Clínica de Recuperação Ficamos Curados Depressa mas ninguém acreditou na sua palavra, porque…

Era dia 1 de Abril!


10
Abr 09

O contador de histórias da aldeia apareceu morto. Contou-se por todo lado que a arma do crime foi uma sachola e todos sabem que as sacholas não andam por aí sozinhas a tombar em cima das pessoas. Se não estivessemos a falar do Ti Joaquim poderíamos até supor que tinha a ver com mulheres, essa causa de morte masculina que arrasa o país de uma ponta a outra.

 

Diversas pessoas lamentaram tão preciosa perda. Não sabiam muito daquele homem que choravam e não havia ninguém para contar a sua história. Lamentarem acima de tudo, ele ter morrido sem passar o seu ofício a outro. Assim muitas histórias se perderiam. E quem se lembraria dos porquês das coisas se não contassem histórias?

 

Depois do funeral, reuniram-se para pensar o que fazer. Escolheram um novo contador de histórias e este seria responsável por elaborar uma história sobre o anterior contador de histórias e ensiná-la às pessoas, para assim estas poderem continuar a ensiná-la às gerações futuras. Luísa Lúcia assumiu o manto do novo contador de histórias e nessa noite teceu a trama.

 

“Joaquim chegou a aldeia sem pais ou família; trabalhou arduamente os campos para sobreviver. Contava também histórias no centro da aldeia em troca de refeições. As suas histórias encantavam. Aprendeu a ouvir e observar. E cada dia contava algo novo a partir do seu dia. Passaram-se anos e anos, até ao dia em que ouviu e observou de mais, até hoje não sabemos o quê. Uma sachola presa a mão humanas decidiu que o contador de histórias não contaria mais histórias. Mas as verdades precisam de bocas para se expressarem e aldeia escolheu uma nova boca, que esta seja mais moderada a palavrear os actos dos homens pois há muitas sacholas no Mundo.”

 

A partir desse dia Lúcia Luísa passou a ser respeitada como a nova contadora de histórias.

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08
Abr 09

A subida do elevador já ia em três horas. Roger debruçou-se ligeiramente, encostando a testa ao vidro virado para o interior do cilindro gigantesco. Nunca tinha subido tão alto. Estava tão próximo do topo, que o vidro a que estava encostado começou lentamente a tornar-se mais escuro, protegendo os seus olhos da proximidade da luz branca e artificial que sempre iluminou o seu mundo e a sua vida.
Sentiu pela primeira vez algo que presumiu serem "vertigens". Não gostou da sensação, e preferiu olhar para o outro lado do elevador de vidro. Do outro lado, estava a paisagem desolada do mundo exterior ao cilindro onde toda a vida vivera, com quase todos os luxos que podia imaginar.
Ao longe, viu a parte superior de mais cidades verticais erguendo-se acima do horizonte, perdendo-se nas nuvens. Entre elas e o "seu" cilindro, apenas terreno desolado. E a luz do dia.
Subitamente, o elevador parou. A porta não se abriu. Roger colocou a máscara de oxigénio, e introduziu no painel da porta o código que comprara ilegalmente, e a porta abriu-se para um corredor longo e deserto. No final do corredor, encontrou uma escada metálica, e no topo dela outra porta, que também respondeu ao código.
A porta fechou-se atrás de si. Roger estava fora do cilindro. Ou melhor, estava no topo dele, num enorme disco plano que se estendia por quilómetros.
Tentou olhar para o Sol, mas a luz era forte demais. Despiu a camisola, e deitou-se, deixando o calor do Sol acariciar-lhe a pele pela primeira vez.
Algum tempo depois, ergueu-se, e relutantemente, voltou a entrar. O período seguro de exposição não filtrada era reduzido, e não sabia se já o tinha excedido.
Mas tinha esperado toda a vida para sentir o Sol na pele. Mesmo que lhe custasse a vida, tinha valido a pena.

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06
Abr 09

Bom, era a sua primeira saída sozinha. Sozinha-Sozinha. Não aquele Sozinha-Mas Com Companhia Masculina Mas Que Não Pode Dizer a Ninguém. Na sua mente, esta ideia de fazer uma pequena incursão nas viagens solitárias marinava já há algum tempo. Tratava-se, parecia-lhe, de uma espécie de prova pessoal que tinha que ultrapassar, mais uns limites a testar, uma barreira a derrubar.

Surgindo a oportunidade agora, decidiu agarrá-la com unhas e dentes: Escolheu o destino e o itinerário; decidiu onde pernoitar; magicou no que fará nas alturas em que não estará em cima da sua mota.

Hoje, na véspera da saída, acordou com umas borboletas na barriga: Medo. Ela está com medo da viagem. Tenta racionalizá-lo. Procura nas suas memórias as viagens que fez sem companhia adulta: uns dias no Algarve com a sua sobrinha de catorze anitos, no Verão de 2000 (esta memória abre-lhe um sorriso rasgado, pois foi nessa altura que a sua sobrinha bebeu pela primeira vez uma bebida alcóolica, ficou com as pernas bambas, uma alegria inexplicável e uma vontade de rir descontrolada), as duas viagens à Serra da Estrela com os seus filhos, com a intenção declarada de esquiar (a primeira gorada nessa intenção, mas valendo a pena pela neve intensa que caía e pela alegria espelhada no rosto dos filhos e de si própria) e …

Não viajou sozinha mais nenhuma vez…

Por isso, não pode ter medo desta vez: Preparou o pijama, a muda de roupa, o Moleskine onde vai escrever ou desenhar o que lhe for na alma, a máquina fotográfica, um pequeno farnel, verificou a mota e tranquilizou-se.

Jantou com a família e foi dormir.

De manhã, à hora prevista, levantou-se, preparou-se, ligou o GPS, marcou a rota e lá foi ela, montada na mota, em mais uma aventura da sua vida.

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