De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

16
Set 08

Ele puxou-a contra si, enlaçando-a com ternura.
Beijou-lhe a base do pescoço, mesmo na junção do ombro e deu-lhe uma pequena dentadinha.
Tocou a coxa dela com a ponta dos dedos e sentiu-a estremecer. Prolongou a carícia pela perna, demorando-se na parte de trás do joelho, para a sentir contorcer-se e a controlar com dificuldade as cócegas. Parou a tortura e concentrou-se nas coxas, novamente, desenhando letras com os dedos. Ela deixou escapar um gemido, mais ou menos estrangulado que ele interpretou como um sim, um sinal que ela estava a ter prazer e queria continuar o jogo.

Mordiscou-lhe as costas gentilmente. Mais um gemido preso na garganta…
 

Voltou-a e olharam-se nos olhos. Pode ver, o que até então, apenas imaginara. Os olhos dela estavam húmidos de desejo. Ele viu amor. Tinha nos braços uma mulher que o amava. Meu Deus, que abençoado se sentia, pois conhecia de cor, a solidão.
 

Beijaram-se doce e longamente.
Beijaram-se outra vez, e outra e ainda mais outra. De cada vez, a urgência do beijo aumentava, as línguas dançavam loucas de desejo.
 

Os seus corpos estavam tensos.

Começavam a ficar ansiosos.
Tocaram-se.
Trocaram carícias.
Beijaram-se.
E, por fim, consumaram o seu amor.

 

Ele deslizou dentro dela e parou. Assim parados puderam sentir as pulsações do outro, beber os sorrisos e ver nos olhares “Amo-te”. Ela foi a primeira a desistir, a não aguentar a espera e começaram a dança frenética do amor. Os seus corpos suavam ao ritmo alucinante do batimento dos seus corações. Atingiram o máximo ao mesmo tempo e ficaram quietos, abraçados, a olharem-se e a sorrirem.


Quando John começava a dormitar, o despertador tocou. Maldito. Sete horas. Exausto, olhou para o lado vazio da cama e pensou:
“Mais uma noite a sonhar que alguém me amava. Mais um falso alarme!!”

publicado às 00:01
editado por Francesca Cortez em 03/07/2008 às 02:33

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