De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

28
Ago 08

Algures num local isolado, Mateus abriu um bar. Foi uma péssima opção comercial, empurrada por ideias de amigos que não percebiam nada daquilo. Qualquer bar que mantenha as suas portas abertas acabará por enfrentar uma cena clássica: dois homens a disputarem uma mulher.
Desta vez, como em tantas outras, a história começou com dois tipos sentados em cadeiras altas no balcão do Bar do Mateus, reparam na mesma morena vestida de vermelho. Não tiravam os olhos dela, como se estivessem a adorar uma deusa num altar (algo que não os censuro, pois era realmente uma boa visão). Ela, por sua vez, ignorava por completo a existência destes dois tipos, andava solta nos seus pensamentos (e como podemos nós saber o que pensa uma mulher?).
Ao notarem que ambos cobiçavam o mesmo “objecto de atenção”, os dois homens decidiram entrar numa disputa de machões. Contaram o número de copos vazios à frente de cada um, evidenciaram o tamanho dos músculos, revelaram cara de mau e fixaram o olhar um no outro e deixaram-se ficar naquele ritual. Um deles cede à pressão, pede a conta, paga e sai porta fora. O outro fica inchado e vitorioso, bebe mais um copo sozinho.
E a mulher de vermelho? Ficou impressionada? Acham?! Nem reparou neles, ficou estagnada a olhar para o telemóvel a enviar sms, além disso era uma mulher que não tinha pachorra para aturar parvalhões.
O Mateus observou tudo de fora, anotou cada acontecimento e repensou a situação. Estava aborrecido com aquele mau negócio onde enterrara tanto dinheiro e trabalho, não tinha pachorra para aquelas competições de machos mas de facto apreciava mulheres bonitas. Aproximou-se da morena de vermelho, apresentou-se e começou por lhe perguntar o nome, decidiu em apostar em mudar a sua sorte e o sorriso dela foi um bom indicador.

publicado às 00:01
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