De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

28
Out 08

Todas as mulheres são únicas, costuma-se dizer. Bom, posso dizer que, da minha experiência, sim, havia características únicas em cada mulher que foi minha. 

A Maria foi única em tudo, pois foi a primeira. Tudo nela foi novidade. E tudo nela não voltou a repetir-se. A aprendizagem completa. Tive a sorte de ela ser ligeiramente mais velha que eu e, por isso, menos ansiosa, mais sábia. 

A Zulmira adorava palmadas no rabo. Foi difícil habituar-me à ideia, pois cresci a ouvir em todo lado que as mulheres gostavam de carinhos e nunca me tinham dito, que por vezes, umas palmadas no rabiosque funcionam tão bem como as melhores carícias. Como ela gostava das palmadas sonoras dadas com as mãos abertas, no rabinho rijo e rechonchudo… 

A Albertina arranhava e mordia quando estava prestes a atingir o clímax, o que acontecia algumas vezes, não raras, por sessão. Ficava eu com as costas a arder, com os ombros marcados pelos dentes, mas o prazer que tinha ao ver a intensidade do dela compensava as dores sentidas. 

A Filomena tinha uma voz FA-BU-LO-SA de contralto. Cantava, lia e dizia poemas como ninguém. O que eu gostava de a ouvir ler em voz alta!... O que eu adorava ouvi-la cantar!... O prazer que eu tinha de a ouvir declamar!... Ficava em ponto de rebuçado quando, na cama, deitado de lado, apenas a ouvia a ler, um livro qualquer, prosa ou poesia, tanto fazia. Ouvi-la ler dava-me tanto prazer como abraçá-la ou beijá-la. Nunca mais me interessei por mais nenhuma mulher. Nenhuma me iria preencher mais que Filomena. 

O que eu gostava da voz da Filomena!

O bem que me fazia!

Raios partam a velhice…

Raios partam a surdez…

publicado às 00:01

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