De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

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Out 08

Estava sentado na paragem, à espera do autocarro que o levaria a casa, fazia já meia hora, quando um grupo de amigos o chamou para ir beber uma cerveja no bar em frente.

O placar electrónico com as estimativas de chegada não estava a funcionar, mas mesmo assim decidiu-se a segui-los, já que conseguia ver a paragem da janela do café.

No interior do café a temperatura era agradável, por isso deixou-se relaxar, e ficou na conversa com os amigos, enquanto comia amendoins salgados, e mantinha um olho na paragem a ver se o autocarro aparecia.

De tempos a tempos um autocarro chegava à paragem e um dos seus amigos despedia-se do grupo e corria a apanha-lo. Um a um, a todos viu apanhar um autocarro, mas o seu continuava sem surgir. Resolveu ficar pelo café, apesar de estar sozinho, pois o fim de tarde era frio e ventoso. Começou a conversar com o dono do bar e depressa fez amizade com ele e com os restantes patronos.

No entanto estes também acabaram por se ir embora, um a um, de autocarro. Houve quem se oferecesse para o acompanhar a casa, mas recusou dizendo que esperaria pelo seu autocarro. O café ficou vazio e fechou, e por isso teve voltar à paragem e ai esperar pelo seu autocarro. Pouco depois, chegaram outras pessoas à paragem, mas também estas se foram embora, uma a uma, de autocarro.

Acabou por ficar totalmente só na paragem, à espera do seu autocarro, um autocarro que tardava em chegar. Começou a ficar angustiado e triste com a injustiça da sua situação, pois todos tinham apanhado os seus autocarros, menos ele.

Mas não havia nada que ele pudesse fazer. Apenas esperar, que o seu autocarro um dia chegasse e o levasse a casa.

publicado às 00:01
editado por B. T. Estanqueiro às 10:21
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