De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

19
Jan 09

O Cavaleiro de coração puro subiu os degraus de corpo cansado mas de alma invencível - determinado pelo magnânimo Amor à Princesa. Ele subiu os íngremes degraus da Torre onde outrora ecoava a voz doce da Deusa-Mãe.

Foi ao abrir a maciça porta que olhou, finalmente, nos olhos do Dragão, ao fim de anos de busca. Ele lá estava, instalado na sala do Trono, atormentando um Rei fraco, velho e cansado que governava para si. Expulsando o Medo com Amor, ele encarou o Dragão, mesmo quando a sua mão armada desferiu o golpe fatal no gigantesco antagonista. Um Deus-Dragão morrera, cuspindo sangue em chamas e soltando gritos ferozes.

O Cavaleiro ignorou o Rei e abriu a porta metálica no fundo da sala. Um sorriso resplandecente recebeu-o, os braços ternurentos da Princesa acolheram-no. Foi quando olhou para ela de novo, que viu nascer naqueles olhos, as lágrimas que pingavam para um peito saliente, onde o símbolo da Deusa estava marcado. O Cavaleiro, compreendeu.

Assim foi que a Princesa, nua de tudo, saíu da prisão e caminhou para o trono. O Rei, fraco, velho e cansado, ao olhá-la, rejuvenesceu e levantou-se imediatamente e curvou-se perante a figura perfeita da Mulher. Ela passou os dedos pelo cabelo grisalho do Homem, que recuperou a côr, e sentou-se no Trono.

A sua imagem aí se dissolveu, encandeando a sala com a luz que emanava, iluminando as paredes escuras. O Cavaleiro e o Rei viram à sua volta o Concílio de Sábias e Sábios que rodeavam aquele Trono, aguardando a chamada.

Quando de novo olharam o Trono, ele estava limpo e novo. O corpo da Deusa-Mãe desaparecera mas a sua alma residia, omnipresente. 

Assim vos contei como o Dragão morreu e o Rei puro regressou ao Trono da Deusa.

Quem me dera tivesse sido já ontem.

publicado às 00:01
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comentário:
Quem me dera tb irmão!!
Lucas a 10 de Outubro de 2011 às 01:55

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