De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

15
Jan 09

 Junho a elevar todas as temperaturas, um céu estrelado com a Lua reinar e o som de uma casa parecia estremecer todos os prédios em redor. Música realmente em altos berros e uns vizinhos muito porreiros que nem pensaram em chamar a polícia. Todos sorriram naquele momento em todas as partes do mundo. Um fenómeno acompanhado de perto por um jovem pensador de nome André, na altura devia ter por volta de uns 12 anos. Nunca mais esqueceu que viu pela primeira vez toda a sua família a sorrir, as discussões pararam, a troca de insultos esfumou-se e a ele já não lhe apetecia chorar. Quando pensava nisso, achava que se recordava do seu cão a sorrir. O Tio Luís tirou-lhe uma fotografia com a polaroid, era a fotografia que ainda hoje mais gostava, que sorriso fantástico! 

A "noite do sorriso universal", como acabou por ser conhecida, foi documentada em diversos livros e motivo de diversas divagações religiosas; continua a ser hoje um daqueles mistérios que nos absorve a atenção. O tema voltou às vozes do mundo uns 14 anos depois do acontecimento, com aquele que em tempos têve 12 anos. André era um adulto curioso que estudava milagres, o seu objectivo de vida era compreender todo o processo de desencadear um milagre para depois o reproduzir. Passou mais de uma década a amadurecer uma tese profunda sobre a mítica noite, meditou durante meses e orou outros tantos. Até ao dia que revelou ao mundo as suas descobertas, a comunicação social em peso acompanhou o momento em que ele se dirigiu ao público e simplesmente apresentou um lançamento do seu novo livro "respostas a perguntas que fazemos". Desilusão total, as pessoas presentes protestaram, por um instante uma pessoa que estava numa cadeira de rodas levantou-se para insultar o André. Nesse um breve instante todo o universo sorriu.

publicado às 00:01
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