De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

22
Mai 09

A turma do 6º A era a mais complicada de toda a Escola. Não havia um único dia que passasse sem que a directora de turma recebesse a queixa de algum professor. Justiça seja feita, nas aulas de História tudo corria bem, silêncio absoluto, aprendizagem perfeita. Podíamos perguntar a qualquer aluno uma questão teórica e ele sabia sempre responder. No entanto quando perguntávamos o que tinham feito nas aulas, eles simplesmente não sabiam responder. No final daquele ano lectivo, a Professora de História recebeu um forte reconhecimento profissional dos seus pares.

 

O Professor Mário de Ciências da Natureza nutria uma profunda admiração profissional pela colega de História, por questões próprias da sua personalidade ainda não tinha conseguido estabelecer uma amizade com ela. Ele gostava da ideia de poder perguntar-lhe qual o truque que utilizava para as aulas funcionarem tão bem. A oportunidade de se apresentar à professora surgiu após uma reunião de professores, em ficaram a trocar informações sobre um dos alunos e ela convidou-o para jantar. Impossível resistir a tão hipnotizador olhar, jantaram, conversaram e depois acompanhou-a até casa.

 

Foi em casa dela que o Mário comentou os feitos dela como professora. Ela sorriu e disse que era muito simples hipnotizar os alunos, forçar a mente deles a absorver a informação e torná-los simples marionetes. Terminou com uma gargalhada e saiu da sala para preparar um chá.

Inquieto, Mário olhou para as paredes. Estantes completas sobre funcionamento do cérebro humano, técnicas de comunicação interpessoal, hipnotismo, hipnotismo de grupos, hipnotismo existencial, hipnotismo animal e política social. Mário pegou no casaco para sair dali para fora e cruzou-se com ela. Olhos nos olhos ali permaneceram até uma enorme sonolência se apoderar dele; no dia a seguir acordou e sentiu-se bem mas não se lembrava bem do que tinha acontecido na noite anterior…

publicado às 00:21
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