De Segunda a Sexta, 300 palavras por dia.

19
Jun 09

Tiros e gritos que não se ouvem no vazio do espaço marcaram o momento, e apenas uma série de cadáveres extraterrestres podem explicar o que aconteceu… Fim do Primeiro Conto. Contadas 300 palavras e texto publicado. Ritual repetido ao longo do tempo em que a Terra fez a sua jornada ao Sol.
Agora era a altura de escrever o último dos contos. Nada de invasões, serras eléctricas ou ilusionistas. Queria que fosse sobre ele. Artur tem o Merlin, Frodo tem o Gandalf, Noddy tem o Orelhas, mas ele não tinha ninguém a quem recorrer. Por isso decidiu falar sozinho e ouvir o que tinha para dizer.
- Este é o último conto?
- Sim.
- E depois?
- Depois, vai haver um longo caminho de escrita.
- Por onde começo?
- Pega numa folha em branco e decide!
Escreveu:
Era uma vez um rapaz que tinha muitas histórias para ouvir e contar. No seu sangue corria a mesma magia que fazia o mundo girar e a sua alma estendia-se para o infinito. Criou diversos universos e partilhou-os, provocando diferentes reacções. Quando o seu coração parou de bater, as suas histórias continuaram a ser contadas (algo que agradou profundamente a sua Alma).
Fim do Último Conto. Não tinha 300 palavras, mas seguiu em frente. Releu todos os contos que tinha escrito e gostou da experiência. Pegou em tudo o que tinha aprendido e continuou o seu caminho como escritor. O mais engraçado é que não fez esta viagem sozinho e os seus companheiros de jornada também se tornaram uma fonte de inspiração.
Faltava qualquer coisa…
Antes de jantar passou por um hipermercado comprou uma resma de folhas brancas e 6 esferográficas azuis. Tinha ali tudo o que precisava para começar a tecer novas histórias. O futuro era um maravilhoso desafio.


12
Jun 09

Correria e muita poeira, forma sucinta de apresentar a vida da Telma desde a sua fuga. Um trajecto sem qualquer meta à vista. Na parte de trás do carro roubado, estava a sua inseparável serra eléctrica. Quilómetros de tapetes de alcatrão passados, estações de serviço como abrigos ocasionais e uma sensação de falta de direcção.

 

Durante uma curta paragem para almoço, um senhor idoso começou a falar com ela. De acordo com aquele senhor, Portugal ía ser nvadido por extraterrestres. Quem lhe tinha contado fora um ilusionista reformado de nome Mário. Aquela conversa doentia martelava-lhe o cérebro de tal forma que pediu ao senhor para mudar de assunto. Então ele disse:

- Quer uma nova identidade?

- Ora aí está uma conversa que interessa – desabafou – como me poderia arranjar uma nova identidade?

- Arranjo-lhe um BI falso, uma casa para residir em Évora e, com a ajuda da minha mulher, dou-lhe uma nova aparência.

 

Acertaram todos os pormenores, no espaço de 13 dias, a Telma passou a ser a Mafalda, o seu cabelo passou a ser ruivo e a sua nova residência alentejana dava-lhe uma nova calma. Comprou um gato que baptizou como “Espinhas”, em nome de outros tempos. E por fim chorou a morte da Telma para poder festejar o nascimento da Mafalda.

 

Uma noite escura sem sonhos foi o local onde adormeceu, acordou num dia cheio de sol. Saíu para procurar emprego, já tinha visto o sinal a pedir empregado numa mercearia local. Ficou logo a trabalhar lá, era um trabalho que deixava a mente dela descansar. Para já era tudo o que queria.

 

Nos primeiros meses ainda pensava em si, como uma vida paralela, depois aos poucos foi assumindo o controlo daquela nova vida e seguiu em frente. Mesmo assim continuou a conservar a sua antiga serra eléctrica.

 

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05
Jun 09

Cinco andares de má vizinhança, por cada andar duas habitações, um elevador com a possibilidade de levar quatro pessoas de cada vez e 2 administradores (residentes com chatices especiais).
Um prédio com 50 anos em plena cidade de Lisboa. Em tempos um pacífico espaço para residir, hoje uma aberração arquitectónica de betão e humidade mesmo no centro de diversos problemas sociais. A Telma ficou a viver na casa dos pais, eles optaram para ir para um local mais calmo. Ter uma casa em Lisboa é bom, apesar da confusão.
A Telma e o seu gato Espinhas ocuparam todo o território do apartamento e durante uns dias tiveram uma boa vida. A primeira festa que a Telma tentou organizar começou com um simples jantar, estavam todos a conversar até a campainha os interromper. Era um polícia com 1,90m e cara de mau. Apontou para o relógio, exibiu o mostrador, 21h15:
- Uma vizinha queixou-se dos vossos desacatos fora de horas.
A Telma justificou:
- Mas ainda é cedo.
- Já foi avisada.
A festa ficou mais silenciosa mas acataram as regras.
Ao 10º dia esqueceu-se de fechar correctamente a porta do elevador e a velha Berta, do 3º andar esquerdo (a que tinha a mania de estar sempre a medir a tensão), chamou-a de todos os nomes insultuosos que se lembrou.
Ao 13º Dia o Espinhas apareceu assassinado com um aparelho de medir a tensão em redor do seu pescoço. Telma desceu as escadas, carregada de emoção, pronta a agredir a velha Berta. Assim que a hipócrita abriu a porta, deixou as suas mãos esmurrarem os dentes podres da Velha. O que não contava é que estivessem lá mais vizinhos à sua espera. Parecia uma batalha perdida, mas a Telma tinha consigo uma serra eléctrica e ajudou a melhorar a vizinhança. Com o seu jeito para esconder corpos, aquele evento nunca foi uma manchete de jornal.

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29
Mai 09

Domingo é dia de visitas da família, por isso é um dia de alerta para todos os funcionários da Casa de Repouso "Amigos dos Idosos". Um dia de muitas emoções, quer se receba uma visita, dez, ou zero. Um dia com muito mais confusão, muitas caras novas e, para o velho Carlos, uma possibilidade de fuga. 

Já tentara fugir inúmeras vezes, a maior parte das fugas durante excursões e festas de Natal. A Direcção da Casa de Repouso não conseguia compreender o motivo do Carlos querer fugir, faziam de tudo para que ele se sentisse bem e, mesmo assim, parecia que a mente dele só concebia fugas da instituição (sem nunca as conseguir concretizar).

Todos tinham família, a dele desapareceu. Ele sabia que estavam todos vivos, talvez em Espanha, simplesmente tinham-no abandonado ali para morrer. Precisamente naquele dia, o filho mais velho tinha decidido aparecer para pedir perdão ao pai. Um contratempo no seu plano de fuga, optou por fingir uma ira gigantesca e colocaram-no sala, mesmo pertinho da porta da rua. Andava ali um puto a brincar com um carrinho vermelho, Carlos não hesitou:

- Olá pequenino! Fazes-me um favor? Abre a porta para eu tomar um bocadinho de ar.

O puto abriu a porta e afastou-se. Carlos e uma porta aberta. “Ela” sempre a chamar por ele.
 

Deu consigo a acordar fora da Instituição, sem pequeno-almoço, sem sorrisos simpáticos, sem outros velhos. Sentiu-se em Paz. Olhou para o mundo em redor e sentiu-se maravilhado pela situação de incerteza. Procurou uma nespereira e sentou-se à sua sombra num estado de completa absorção pelo seu mundo interior.

A mente parou, a ilusão desfez-se.

Ao abrir os olhos, livre de qualquer nevoeiro da mente, tomou a grande decisão da sua vida: tornar-se um ninja. Foi assim que se iniciou o primeiro capítulo da Saga "Carlos, o ninja de bengala".

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22
Mai 09

A turma do 6º A era a mais complicada de toda a Escola. Não havia um único dia que passasse sem que a directora de turma recebesse a queixa de algum professor. Justiça seja feita, nas aulas de História tudo corria bem, silêncio absoluto, aprendizagem perfeita. Podíamos perguntar a qualquer aluno uma questão teórica e ele sabia sempre responder. No entanto quando perguntávamos o que tinham feito nas aulas, eles simplesmente não sabiam responder. No final daquele ano lectivo, a Professora de História recebeu um forte reconhecimento profissional dos seus pares.

 

O Professor Mário de Ciências da Natureza nutria uma profunda admiração profissional pela colega de História, por questões próprias da sua personalidade ainda não tinha conseguido estabelecer uma amizade com ela. Ele gostava da ideia de poder perguntar-lhe qual o truque que utilizava para as aulas funcionarem tão bem. A oportunidade de se apresentar à professora surgiu após uma reunião de professores, em ficaram a trocar informações sobre um dos alunos e ela convidou-o para jantar. Impossível resistir a tão hipnotizador olhar, jantaram, conversaram e depois acompanhou-a até casa.

 

Foi em casa dela que o Mário comentou os feitos dela como professora. Ela sorriu e disse que era muito simples hipnotizar os alunos, forçar a mente deles a absorver a informação e torná-los simples marionetes. Terminou com uma gargalhada e saiu da sala para preparar um chá.

Inquieto, Mário olhou para as paredes. Estantes completas sobre funcionamento do cérebro humano, técnicas de comunicação interpessoal, hipnotismo, hipnotismo de grupos, hipnotismo existencial, hipnotismo animal e política social. Mário pegou no casaco para sair dali para fora e cruzou-se com ela. Olhos nos olhos ali permaneceram até uma enorme sonolência se apoderar dele; no dia a seguir acordou e sentiu-se bem mas não se lembrava bem do que tinha acontecido na noite anterior…

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15
Mai 09

O cenário de fundo é um país de terceiro mundo, local onde controlar as pessoas que lá vivem é mais importante que cuidar delas. A ideia sugerida é muito simples: introduzir escutas e câmaras nas casas de todas as pessoas. Máquinas cruéis inseridas em cada residência como um acto de bondade, mais precisamente, através de computadores oferecidos a crianças pequenas em idade escolar.

O Partido apresentou às massas a inovadora criação, o Xangalhães, o primeiro computador de baixo custo feito em território nacional. As pessoas aplaudiram. Quando foi acrescentado que este computador seria oferecido a todas as crianças, desde a primeira classe ao 9º ano de escolaridade, a multidão foi ao rubro. A alegria era tanta que já ninguém queria saber de resultados de futebol, telenovelas, crises económicas ou mesmo de pornografia.

Com os Xangalhães espalhados por diversas casas, a ouvirem e a verem tudo, começaram a ser emitidos mandatos de prisão às mais inesperadas pessoas. Ninguém sabia como tinham sido capturados tantos “intelectuais anti-partido” no mesmo mês. Ninguém desconfiou daquele computador com que os filhos brincavam, daquele ar de lancheira infantil, tudo tão bem camuflado.

Por ignorarem o que passava, é que as multidões continuaram a aplaudir as medidas do Partido, principalmente quando foi anunciado que os Xangalhães iam começar a ser exportados para o resto do mundo. Para alguém que ame o caos deve ser difícil conceber a beleza deste plano, mas para quem ama a maravilha de uma sociedade ordenada pode deliciar-se com alguns pormenores. Não foram só as escutas que foram introduzidas, foi todo um sistema informático que irá consumir a imaginação e tempo das gerações que se estão a formar. Um dia a imaginação será uma patologia num sistema de classificação de patologias da mente e aí sim o nosso Partido atingirá o seu propósito.

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01
Mai 09

Uma família feliz completamente comum vivia alegremente numa casa bonita de se ver. Os cortinados da janela da sala davam directamente para a rua e eram lavados de 15 em 15 dias, tal como o tapete de entrada e o sofá da sala-de-estar. Às sextas-feiras era o dia das limpezas gerais e o som do aspirador nesse dia era a única banda sonora da casa. A hora de jantar marcada era às 20h, coincidia com a do Telejornal, forma de toda a família ficar informada do que se passava no mundo.

Aos fins-de-semana ocorriam eventos familiares como conviver com um primo afastado que ninguém gostava ou ir ao hospital uma tia-avó que de 3 em 3 meses ficava às “portas da morte”. Uma família feliz que via todos os horrores a acontecer no mundo (principalmente às 20h) e que seguia a sua vidinha (para quê arranjar chatices?).

Um dia o filho mais velho apresentou a namorada à família, a Soraia. Gostaram imenso dela, muito educada e bonita. Descendente de uma família infeliz, onde os pais tinham apenas como objectivo viver novas experiências e estavam sempre a viajar. Até deixaram a filha em casa da Avó para irem viajar para o Canadá. Isto era muito estranho para a família feliz. Um dia num almoço de fim-de-semana a Soraia comentou “Apetecia-me mesmo um cigarro”. O ambiente ficou diferente. No dia seguinte, e após conferência com os pais, o filho mais velho decidiu terminar o namoro.

Um dia a vizinha perguntou, “O que se passou com aquela jovem simpática?”. Após um curto silêncio, a mãe dele confessou “Olhe uma desilusão, fumava, saía com rapazes para beber café e tinha uma daquelas famílias esquisitas. Felizmente o nosso rapaz está a sair com uma rapariga de boas famílias e catequista”. Toda a paz familiar se manteve e puderam continuar com a velha rotina.

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24
Abr 09

Recebi um telefonema de uma ex-namorada a meio da noite. Já não sabia nada dela desde que se casou e teve a primeira filha. Chorava desalmadamente, a sua filha tinha tentado o suicídio e achava que eu a podia ajudar. Sei lá porquê, algumas pessoas acham que eu tenho o poder de ajudar a regeneração das pessoas. Disse umas quantas palavras de conforto e reforcei que ela devia descansar, marquei tomarmos o pequeno-almoço em conjunto no dia seguinte. Desliguei com a sensação que era um assunto sério.

 

Foi um encontro interessante, no mínimo. Estava tão nervoso como no dia em que acabamos o nosso namoro uns 16 anos antes. Não entramos em pormenores sobre o tempo em que não estivemos juntos, ela falou-me logo da sua filha Joana.

 

Quando conheci a Joana, ela estava extremamente revoltada com a minha presença. Foi rude e não me deu qualquer conversa. Ficamos os dois sozinhos numa esplanada no Príncipe Real, totalmente calados. No encontro seguinte fizemos em silêncio uma caminhada. O terceiro encontro deu-se no jardim zoológico e a Joana começou a fazer comentários do que se passava à nossa volta, como se eu não estivesse lá. Aos poucos partilhou o mundo dela comigo e eu fiz o mesmo. Falamos durante imensos encontros e aos poucos foi-se apresentando mais participativa na sua própria vida. Fez as pazes com a mãe e com ela mesma.

 

Numa noite de Novembro, visitei-as. A Joana tinha coisas para fazer para a escola e mal olhou para mim, mas a mãe dela olhou para mim com os olhos brilhantes e disse-me:

- Sempre achei que eras o Homem certo. Obrigado por tudo.

 

Olhei pela porta do quarto da Joana e vi-a já estava a dormir. Passei só para dizer adeus, mas deixo-a a dormir. Quando sou preciso apareço, faço o que tenho a fazer e desapareço quando deixo de ser preciso

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17
Abr 09

Ela beijou-o suavemente, ele respondeu-lhe ao tocar no cabelo dela, os lábios deles tocaram-se e a partir daí avançaram sem pensar duas vezes. A insegurança de cada um afastou-se totalmente, como se afastada por uma forte e imediata rajada de vento. O que se passou a seguir apenas diz respeito aos dois. Assim que chegou a casa, depois de o ter deixado ficar na sua casa, foi à net. Mais precisamente ao blog dele e lá estava um post que lhe fora dedicado:

Reencontrei o Amor nos braços de quem estava tão próximo! É como se todo o meu mundo se tivesse transmutado

João
(Andar nas nuvens é bom)


A Luísa adormeceu melodicamente enrolada numa fantasia amorosa. De amanhã acordou, sentiu-se leve e telefonou ao João. Telemóvel desligado.Foi para as aulas, tentou telefonar de novo, NADA. Ligou a net para ir ao blog dele, já não havia qualquer post sobre "eles". O coração disparou dentro do peito. O último recurso foi o messenger, lá estava ele com o sinal ocupado (não foi isso que a impediu).

LU ISA diz:
Olá

Jocas diz:
Hello, lulu.

LUISA diz:
Precisamos de falar

Jocas diz:
Não comeces. Vou ser muito directo. Se é sobre ontem,  opá, aconteceu! PONTO FINAL.
Foi giro, soube bem. Não é por isso que vamos casar, certo? Nem vamos fazer um drama!

LUÍSA diz:
É exactamente o que penso, ainda bem que tamos de acordo.

Jocas diz:
Lol estava eu aqui preocupado a pensar em como te dar c/ os pés :D

LUÍSA diz:
LOLADA :P
Não te preocupes, tchau. Tenho q ir. ****

Jocas diz:
Tchau, linda. Beijos. ;)


Em sítios diferentes dois corações sofreram com o desligar do Messenger, apenas porque nem uma das partes disse o que realmente sentia: “Descobri que te amo e ainda não sei como lidar com isso, tenho algum medo do que possa vir a seguir”.
Curiosamente, uma das coisas que ficou tatuada nos seus pensamentos foi aquele post que parece que afinal nunca existiu.


10
Abr 09

O contador de histórias da aldeia apareceu morto. Contou-se por todo lado que a arma do crime foi uma sachola e todos sabem que as sacholas não andam por aí sozinhas a tombar em cima das pessoas. Se não estivessemos a falar do Ti Joaquim poderíamos até supor que tinha a ver com mulheres, essa causa de morte masculina que arrasa o país de uma ponta a outra.

 

Diversas pessoas lamentaram tão preciosa perda. Não sabiam muito daquele homem que choravam e não havia ninguém para contar a sua história. Lamentarem acima de tudo, ele ter morrido sem passar o seu ofício a outro. Assim muitas histórias se perderiam. E quem se lembraria dos porquês das coisas se não contassem histórias?

 

Depois do funeral, reuniram-se para pensar o que fazer. Escolheram um novo contador de histórias e este seria responsável por elaborar uma história sobre o anterior contador de histórias e ensiná-la às pessoas, para assim estas poderem continuar a ensiná-la às gerações futuras. Luísa Lúcia assumiu o manto do novo contador de histórias e nessa noite teceu a trama.

 

“Joaquim chegou a aldeia sem pais ou família; trabalhou arduamente os campos para sobreviver. Contava também histórias no centro da aldeia em troca de refeições. As suas histórias encantavam. Aprendeu a ouvir e observar. E cada dia contava algo novo a partir do seu dia. Passaram-se anos e anos, até ao dia em que ouviu e observou de mais, até hoje não sabemos o quê. Uma sachola presa a mão humanas decidiu que o contador de histórias não contaria mais histórias. Mas as verdades precisam de bocas para se expressarem e aldeia escolheu uma nova boca, que esta seja mais moderada a palavrear os actos dos homens pois há muitas sacholas no Mundo.”

 

A partir desse dia Lúcia Luísa passou a ser respeitada como a nova contadora de histórias.

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